PANDEMIA, EDUCAÇÃO E EXCLUSÃO DIGITAL

Por: Prof. Walterli Lima

Diante da impossibilidade das aulas presencias, instituições de ensino de todo o mundo recorreram ao chamado ensino remoto à distância tendo como principais instrumentos as tecnologias digitais.

Apesar de estarmos vivendo a chamada era da computação, tal metodologia de ensino esbarrou na falta de estrutura tendo em vista que pesquisas apontam que quase 60% dos domicílios brasileiros não possuem computadores, percentual que se acentua quando tratamos apenas das cidades afastadas dos grandes centros metropolitanos.

O momento atual revelou um novo tipo de exclusão, a exclusão digital.

A grande maioria dos alunos, principalmente os mais pobres, não tem acesso as ferramentas tecnológicas necessárias para o acompanhamento das aulas à distância. Para esta parcela considerável de discentes o acesso à educação escolar cessou com no início da pandemia.

Os excluídos estão ainda mais excluídos.

De meros coadjuvantes passaram a estar exclusos do processo educacional. Para estes a educação está em modo off-line.

Diante da realidade descrita, considerar as aulas em tempo real via internet como parte sequencial e somatória dos dias letivos do calendário escolar, sem oportunizar as condições necessárias para que alunos das regiões periféricas, rurais e outros mais tenham acesso integral a tais, a meu ver , fere o direito de acesso à educação para todos.

E se outrora os debates educacionais tratavam sobre a necessidade de a educação ultrapassar as quatro paredes da sala de aula, hoje, sem contestações, percebemos a imensa importância destas paredes.

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