Posto sem atendimento no KM 17 desde janeiro ameaça saúde e Bolsa Família dos moradores

Nós estivemos no KM 17 na última sexta-feira, dia 10, dado ao grande número de reclamação que chegou à nossa redação relatando falta de médico na  unidade básica de saúde Ana Luzia dos Reis.

Quando entramos a lavradora Maria Júlia da Silva desceu de uma moto pilotada por seu filho. Vinham os dois  de Cangumbá, a mais ou menos 20kms do posto do Km 17, o mais próximo de sua residência. Precisava de um médico para obter uma receita azul para outro filho, mas não encontrou  médico disponível.

 “É agora eu vou pra casa …SEM A RECEITA? Sem a receita …O QUE A SENHORA ACHA DISSO? Rapaz, vou ficar assim mesmo, fazer o quê, né?”, respondeu com ar de decepção a lavradora, depois gravada neste vídeo do blog.

Quem mora no povoado sustenta que desde que o ano começou nunca mais houve atendimento  médico no posto. Encontramos Antonia Maria Oliveira de Andrande sentada na calçada numa casa ao lado do postinho, queixava-se de dores e  esperava a ajuda de um parente para ser levada à cidade.

 “Esperar meu sogro chegar para me levar no HGM ver se lá também tem…COMO É QUE FICA A COMUNIDADE SEM MÉDICO? Fica péssima PORQUE É R$ 20,00, dez pra , dez pra vim E A GENTE tem que pagar porque a gente precisa”, revelou

NÃO TEM NEM REMÉDIO PARA PRESSÃO ALTA

Também está faltando, desde então,  medicação básica do tipo que é distribuída gratuitamente nestas unidades de saúde conforme nos confirmou a lavradora Odete Rodrigues.

“ Tá é comprando remédio aí nas farmácias caríssimo, tem não, tem nada…REMÉDIO PARA PRESSÃO? Tem não, não tem não tem remédio pra pressão, não tem remédio, não tem médico”

O lavrador Carlos de Oliveira queixou-se de que está com a esposa doente e não poupou crítica ao atendimento de saúde onde mora.

 “A sociedade hoje tá ficando numa situação de passar mal e morrer em casa sem tem medicamento”, lamentou

Também entrevistamos a aposentada  Luzia da Silva que  sofre de hipertensão, vive a se lamentar e sempre que busca o posto ouve sempre a desculpa de que o remédio vai chegar, só que isso nunca acontece.

 “ Já to com as canelas mais finas é de andar e não acho,  vou pro Codó comprar, quase R$ 15,00 uma caixinha só tem uma cartela”, disse

BOLSA FAMÍLIA AMEAÇADO

Quem é beneficiário do BOLSA FAMÍLIA na comunidade também está sendo prejudicado. Dona Rosilene de Aquino Oliveira  explica que o responsável e as crianças precisam ser pesados com certa frequência.

Quem não faz corre o risco de ter o dinheiro suspenso, a pesagem do marido (inscrito como responsável pelas crianças) e dos 5 filhos da casa era para ter acontecido dia 5 de janeiro, está ameaçada de perder R$ 240,00 do programa.

 “Lá eles cobra pra gente tá pesando todo mês, mas a gente vai sair daqui pra ir por Codó? Só pra pesar? Não vai porque a passagem é 10 reais…SE TIVESSE AQUI? Pesava todo mês…POR QUE NÃO PESA, NÃO TEM BALANÇA AÍ? Não tem é quem pesa”, afirmou

PALAVRA DA SECRETÁRIA

Nós ouvimos a secretária de Saúde, Aurilívia Barros, a respeito destes problemas, falou sobre a falta de medicamentos e explicou sobre a falta de médicos, afirmando que o resto da equipe do KM 17 está completa.

“Com relação aos medicamentos a gente tava em processo licitatório, mas o processo já foi encerrado e a gente já recebeu alguns medicamentos, estamos aguardando outros e já encaminhando para os postos”

“O problema é que eles não querem cumprir a carga horária e a gente não quer ceder para médico trabalhar menos da carga horária prevista, a gente tá conversando, a gente já conseguiu falar com dois médicos , mas a gente ainda não conseguiu fechar por isso….QUE SERIA O QUÊ A CARGA HORÁRIA, SÃO 30 HORAS, MANHÃ E TARDE? É, são 6 turnos…ISSO QUER DIZER O QUÊ, CADA UM VAI DUAS, TRÊS VEZES NA SEMANA NA SEMANA? É, porque um é o que tá no programa, o que tá no programa são 32 horas, o programa MAIS MÉDICO e o outro é um médico tradicional contratado pelo município”

“Mas o resto da equipe tá ok, inclusive lá tem fisioterapeuta que nem faz parte da equipe, mas pela necessidade do local foi mantido um fisioterapeuta lá para poder atender essa demanda lá, não ter qu vir pra Codó pra fazer esse atendimento”, disse

4 comentários sobre “Posto sem atendimento no KM 17 desde janeiro ameaça saúde e Bolsa Família dos moradores”

  1. Essa secretária …………pra caramba não tem nem um funcionário travando no posto a não ser os vigilantes pra despachar os pacientes, hipertenso, diabéticos,é gestantes e crianças doentes.

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