Prefeito, filha, genro e integrante da procuradoria-geral são presos por suposto desvio de dinheiro público

A limpeza no submundo da corrupção Brasileira anda a passos lentos, mas, graças a Deus, anda. Grande exemplo disso foi a recente operação do Ministério Público do Ceará que prendeu o prefeito de Pacajus, a filha, o genro, a procuradora-geral do município e até integrantes do Poder Legislativo.

A matéria abaixo é do site do JORNAL O POVO, do Estado do Ceará. Postada em 16 de dezembro de 2011. Que isso sirva de exemplo para o Ministério Público e para a turma das Prefeituras da região dos Cocais, cuidado. Confira:

O prefeito de Pacajus, Pedro José Philomeno Gomes Figueiredo (PSDB), e mais 10 pessoas ligadas à sua administração foram presas preventivamente ontem acusadas de desvio de verbas públicas. As prisões ocorreram no início da manhã de ontem, tanto no município de Pacajus quanto em Fortaleza. Outras três pessoas foram afastados dos seus cargos na gestão municipal. Cerca de R$ 9milhões foram desviados dos cofres públicos, conforme o promotor de Justiça Ricardo Rocha.

A operação fora originária do Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) e realizada em conjunto – através da Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap) -com a Polícia Civil. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pelo desembargador Francisco Darival Bezerra Primo, do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.

Foram presos, além do prefeito da cidade, a filha e o genro dele e a procuradora do Município, Érica Leandro de Alencar. Além deles, o presidente da Câmara Municipal, vereador Francisco Carlos Alves Martins (PSDB) e seis secretários municipais foram parar na cadeia. Os presos e o material apreendido durante a operação foram levados para a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa, no bairro de Fátima.

De acordo com o Ministério Público, os gestores de Pacajus e familiares envolvidos são acusados de praticar crimes de desvio de recursos públicos, peculato, lavagem de dinheiro público, formação quadrilha ou bando, fraude em procedimentos licitatórios e enriquecimento ilícito. “Eles utilizavam as contas e a função pública para cometer esses crimes”, detalha o promotor de Justiça Luiz Alcântara.

Durante a operação, foram encontrados nas residências dos acusados armas e munição. Na casa do prefeito, foram apreendidos R$ 45 mil em espécie e um veículo Hilux SW4, que teria sido alugado através de contrato em nome do Município, e que, segundo Ricardo Rocha, é de propriedade Pedro José. Uma arma sem registro também foi apreendida na casa do prefeito. A ação do Ministério Público é mais um desdobramento da Operação Desmonte, iniciada 2008, e que vem desmantelando supostos esquemas de fraudes em licitações com as empresas de Raimundo Morais, conhecido como Moraisinho.

Através de quebra de sigilos bancários, fichas de caixas e cópias de cheque, promotores conseguiram identificar que “valores significativos” eram pagos pela Prefeitura a empresas fraudulentas de Moraisinho. Depois de transitar nas contas dessas empresas, o dinheiro pago teria ido parar na conta pessoal de Pedro José e de alguns de seus familiares e assessores, segundo Rocha.

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