Professores podem voltar a se manifestar publicamente na luta por abono

O grupo espalhou, na manhã de ontem, 20, faixas de protesto na praça Ferreira Bayma, em frente a Prefeitura, onde se concentrou. Acompanhando os repasses feitos pelo Governo Federal ao município, os professores ficaram sabendo que a previsão inicial era de 48 milhões só para a educação durante o ano de 2011. Agora os cálculos do Sindsserm mostram que a previsão foi superada.

A previsão era 48 milhões, mas até o mês de novembro isso já foi superado, chegando nos 50 milhões que chegaram aos cofres públicos e nós queremos que o prefeito preste conta do que foi feito com este dinheiro”, afirmou o professor Marcelo Pereira.

COBRAR NA JUSTIÇA

Diante deste fato eles estão cobrando uma prestação de contas do governo municipal. Querem saber, exatamente, quanto e como foi aplicado o recurso do Fundeb. Diante destas informações, posteriormente exigirão o que sobrou em forma de abono, se os 60% destinados a pagamento dos educadores não tiver sido usado plenamente, como explicou ao blog a professora Virgínia Trindade

“Nós queremos também que ele preste conta dizendo se realmente a folha bate nos 60% e como foi aplicado esse dinheiro da educação durante o ano de 2010/2011 pra que a gente possa saber como foi feita esta aplicação e requere na Justiça para que ele repasse dentro dos 60% o que é direito da educação’, frisou

JACINTO JR FALA

O secretário de Educação, professor Jacinto Junior, explicou que o levantamento será feito a partir de agora e caso haja sobra de recursos conversará com a equipe de finanças do governo para ver como proceder a respeito de qualquer abono.

Nós vamos conversar com o prefeito e equipe que está monitorando os recursos na secretaria de finanças e verificaremos as possibilidades de dialogar com o movimento, nós não vamos em nenhuma hipótese deixar de estabelecer este diálogo com o movimento”, disse

MAIS MANIFESTAÇÃO

O sindicato informou que poderá manter as manifestações públicas caso não se satisfaça com a prestação de contas.

Nós vamos aguardar a resposta do poder público municipal, caso a resposta seja insatisfatória nós vamos, continuar com a manifestação (…) até que a gente tenha a certeza da informação e que a gente tenha certeza de que o recurso foi aplicado na educação”, afirmou o presidente do Sindsserm Rafael Carlos Araújo Silva.

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