Professores vão pedir prisão de Zito Rolim ao Ministério Público Estadual

Prof. Rafael

Os professores de Codó estão dispostos a levar o prefeito, Zito Rolim, à prisão, se possível, para terem seus direitos respeitados.

Foi o que revelou em entrevista ao blogdoacelio, o presidente do Sindsserm, professor Rafael Carlos Araújo da Silva. A marcha que marca o início da greve nesta segunda-feira, 5, pela manhã, vai passar pelo prédio do Ministério Público Estadual, na rua Afonso Pena, com o intuito de protocolar uma representação neste sentido.

“Vamos passar também pelo Ministério Público onde nós protocolaremos uma representação pedindo a cassação do prefeito e sua prisão por crime de improbidade administrativa’ disse Rafael

Quando questionado sobre quais seriam as alegações, o presidente esclareceu que José Rolim Filho vem desrespeitando princípios constitucionais que ensejam a ação de improbidade administrativa.

Rolim se nega a cumprir a lei do Piso Salarial, segundo o professor.

“A improbidade está sendo violada quando o prefeito desrespeita o princípio Constitucional da legalidade na administração pública ao não respeitar a lei do piso salarial dos professores, então isso é um ato de improbidade administrativa e nós vamos alegar isso na representação que nós vamos mover contra o senhor José Rolim Filho no Ministério Público Estadual”, esclareceu

REAJUSTE DE 10%

Os educadores também estariam sendo feridos, em seus direitos, no tocante ao reajuste. O governo Cuidando de Nossa Gente deu apenas 7%, enquanto os professores teem certeza de que o mínimo de 10% é possível sem prejudicar o orçamento da Secretaria de Educação.

“O governo hoje ele paga um valor, inclusive superior ao piso, mas o que nós estamos alegando não é isso, estamos alegando a questão do reajuste salarial e todo município, todo prefeito, todo governador tem que fazer anualmente isso e o prefeito não fez porque o reajuste por investimento por aluno foi de 22% e o município fez um reajuste de apenas 7%”, afirmou

Sobre os 10%, disse ainda que aceita o argumento da Prefeitura de impacto na folha porque serão necessárias novas contratações com a redução da carga horária, mas haverá dinheiro para isso, uma vez que o município vai receber 10 milhões a mais que no ano passado.

“Nós inclusive nem fazemos a questão dos 22%, uma vez que estamos exigindo também a contratação de mais professores, que tem a redução da jornada de trabalho. Como tudo isso vai resultar num impacto orçamentário a categoria exigiu, no mínimo, 10% que é um valor perfeitamente viável para o município que este ano vai receber 10 MILHÕES A MAIS do que recebeu em 2011”, afirmou

CARGA HORÁRIA DESRESPEITADA

Outro motivo da greve e da recomendação perante o Ministério Público Estadual é a carga horária. Os professores de Codó estão trabalhando mais do que a lei manda e, consequentemente, planejando menos suas aulas, o que não é salutar no ponto de vista qualitativo.

“Outro ponto que o município também viola é a questão da carga horária dos professores que a lei estabelece o máximo 2/3 (dois terços) em sala de aula e hoje nós cumprimos 4/5 (quatro quintos), então o município também viola este dispositivo da lei e é por isso que nós vamos dar entrada com essa ação judicial”, frisou

GREVE, EXAGERO?

O blogdoacelio quis saber se o ato de entrar em greve não é extremo, uma vez que muitos estudantes ficarão prejudicados.

Rafael respondeu que não, pois há mais de seis meses o Sindicato tenta uma solução ‘pacífica’ com o governo Cuidando de Nossa Gente.

“Não é exagerado porque a decisão do STF – Supremo Tribunal Federal – saiu em julho do ano passado, então são mais de seis meses que os professores vêem tentando dialogar, resolver esta situação de forma amigável e pacífica e a Prefeitura vem enrolando os professores, então não tem mais recursos a não ser a greve que nós vamos utilizar”, encerrou

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