Levantamento da 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil revela abismo numérico entre redes pública e privada, além de destacar a hegemonia do curso de Direito em ambos os setores.

​A busca por um diploma de ensino superior no Brasil continua concentrada em carreiras tradicionais, mas revela dinâmicas distintas quando comparamos as instituições públicas e privadas.

Segundo dados da 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil, organizada pelo Semesp (entidade que representa o setor privado), o curso de Direito mantém o posto de graduação mais procurada do país, liderando o ranking de matrículas em ambas as esferas.

​A Força da Rede Privada

​Na rede particular, os números impressionam pela escala.

O curso de Direito sozinho contabiliza 565.646 matrículas, representando 17,7% do total de alunos em cursos presenciais da rede.

​O setor privado também se consolida como o grande braço de formação para a área da saúde.

Psicologia (10,9%), Enfermagem (7,5%) e Medicina (6,5%) ocupam, respectivamente, o segundo, terceiro e quarto lugares.

Juntos, esses quatro primeiros cursos somam mais de 40% de toda a ocupação das salas de aula presenciais nas faculdades particulares.

​O Perfil da Rede Pública

​Embora o Direito também lidere na rede pública, a concentração é muito menor: são 87.314 matrículas, o que corresponde a 4,7% do total.

Diferente do setor privado, a rede pública mostra uma forte inclinação para a formação de educadores e para áreas de exatas e agrárias:

  • Pedagogia aparece em segundo lugar, com 85.042 alunos (4,6%).
  • Agronomia e Engenharia Civil figuram no “Top 10”, com 3% e 2,5%, respectivamente, refletindo o papel das universidades federais e estaduais no desenvolvimento técnico e científico do país.

​Tecnologia em Ascensão

​Um ponto de convergência entre os dois setores é a presença de cursos voltados à tecnologia da informação.

Sistemas de Informação aparece na 5ª posição na rede pública (3,2%) e na 9ª posição na rede privada (3,1%).

Na rede pública, o curso de Ciência da Computação também fecha a lista dos dez mais procurados, sinalizando uma resposta das instituições à demanda crescente do mercado de trabalho por profissionais de tecnologia.

Fonte: 16ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil (Semesp) / Divulgação: IstoÉ Dinheiro

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