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quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Reclamação contra barulho de carros de som deve aumentar a partir de agora

Eles estão na cidade inteira, mas se concentram no centro comercial porque o trabalho deles é convencer o consumidor. Necessários para muitos empresários, mas indesejados pela maioria dos querem comprar e o motivo é um só – o barulho que à todos incomoda.

as vezes é preciso procurar duas três vezes, quatro, porque num dá da gente assuntar o que o vendedor tá dizendo”, reclamou o aposentado José Severino Alves

84 DECIBÉIS

O Código de postura do município estabelece regras para limitar o volume desses carros de som. Pela norma o volume não pode ultrapassar os 84 decibéis, mas não é isso que ocorre segundo o ouríver, José Austríaco.

“Com certeza que não, é de 100 pra cima, se passassem na medida certa até que seria agradável, o problema é que eles não respeitam as leis e passam por cima de tudo”, afirmou

A confirmação do desrespeito é de quem enfrenta o problema há décadas.

“Pra nós aqui do comércio é triste em saber que as pessoas não tem uma consciência de respeitar, as vezes fica difícil até atender um cliente porque a poluição sonora é demais”, reclamou Austríaco

FECHADA PARA SOM

O perímetro, que abrange cerca de três ruas do centro (Afonso Pena, 28 de julho e Colatino Borborema), já chegou a ser proibido para carros de som com volume aberto, mas não houve fiscalização e a norma tornou-se sem efeito.

Diante disso, a estudante Iara Dias pediu o retorno da proibição e punição severa para quem descumpri-la.

“Ver uma punição severa porque esse negócio de pegar e pagar só uma quantia não adianta porque no outro dia a pessoa está cometendo o mesmo erro, senão pior”, afirmou

MAIS BARULHO

As medidas devem ser urgentes, pediu o taxista, Manoel da Graça Oliveira Sousa, o Pelado, que trabalha na área, porque quando a propaganda política volante começar a situação tende a ficar insuportável.

“A tendência é piorar porque o número de carros de som que vai aparecer nas ruas com propaganda política vai ser um absurdo, se não tiver nenhum providência, a tendência é ficar insuportável esse barulho todinho”

O chefe do Departamento de Trânsito, Antonio Carrias, informou que não há na Prefeitura o aparelho que faz a aferição do som, o que dificulta o trabalho de fiscalização. Quanto a situação piorar com a propaganda política, disse que vai aguardar quais serão as atribuições da Prefeitura repassadas pela Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral fechou acordo com os partidos políticos para que cada coligação, e Codó tem 5 majoritárias, tenha o direito de usar apenas 13 carros. Por causa da poluição sonora os minitrios estarão proibidos de circularem no período de propaganda política.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

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