Reportagem mostra abandono do Balneário Idelfonso Barros

Na mesma reportagem feita no dia 16/09 pela equipe da FCTV, que mostrava os atrativos turísticos do Balneário Prainha, no município de Timbiras, o repórter Sena Freitas flagrou as atuais condições do Balneário Municipal Idelfonso Barros, localizado na cidade de Codó.

Em contraste ao que foi mostrado em Timbiras, cidade vizinha a Codó e com um quarto de sua população, as opções de lazer para os codoenses não pareceram nada agradáveis.

O que se viu no balneário de Codó é uma prática muito comum, gerada pelo hiato de consciência dos prefeitos entre uma gestão e outra do poder público municipal. O abandono de áreas de lazer públicas é uma atitude constante das autoridades e uma mazela perene na vida dos menos afortunados.

A feliz inauguração do Balneário Idelfonso Barros não foi garantia de área verde de qualidade e local de descanso a beira rio para comunidade codoense. O que a reportagem mostrou foram instalações deixadas sem manutenção, sujeira, entulho e foco de doenças. Deixado a revelia, o lugar foi rapidamente depredado, ocasionando a evasão da comunidade. Problemas como falta de água, luz e segurança, fizeram do local um deserto. Como resultado, sobram relatos de assaltos, uso de drogas e prostituição dentro e fora dos limites do balneário.

Pelas imagens da TV foi possível constatar um verdadeiro “paraíso colonial” para o mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue. A piscina construída para refrescar a população codoense é hoje depósito de água suja e parada. As luminárias estão quebradas, mas se estivessem em condições de funcionamento não teriam utilidade, pois a energia foi cortada (literalmente) pelo cabo de força da rua. No lado de fora, línguas negras de esgoto sem tratamento correm para o rio. E a prainha, coberta por cascalho, piçarra e mato alto, é local para os cavalos pastarem.

Construído no governo Biné Figueiredo e pintado com a marca da “nossa gente”, a situação do Balneário Idelfonso Barros pode ser resumida na declaração de um entrevistado na reportagem. “Aqui não tem mais nada, está tudo acabado. O cuidado do prefeito aqui é só colocar tinta. Tinta por cima de tinta”.

Por Raphael Fernandes, com informações de Sena Freitas.

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