S.O.S Delegacia – presos reclamam de falta de espaço para dormir e até para respirar

Como bichos

O promotor de Justiça, Alenilton Junior, e integrantes do Conselho da Comunidade ouviram a reclamação dos presos na última visita que fizeram à carceragem da 4ª Delegacia Regional de Codó.

A principal delas diz respeito à superlotação. Numa delegacia construída para abrigar 20 presos provisórios, 105 aguardam julgamento ou já cumprem pena no local.

A reclamação por revisão de processos, para ver benéficos da lei penal como a progressão de regime, é grande. O detento José Adilson dos Santos disse que todos sentem até dificuldade para respirar dentro das celas.

Rapaz a dificuldade é grande, até pra respirar aqui ta difícil, ta superlotado. O que nós queremos é o seguinte, que a juíza apresse nossos casos aí, ta super cheio”, revelou o preso

REVISÃO

Entre as finalidades da visita, o promotor de Justiça incluiu a revisão dos processos. Uma espécie de mutirão já está programado para a próxima semana.

Recipientes para água de beber

“A revisão de processo por processo nós já estamos, essa visita também é pra reafirmar isso. Se tudo dé certo na próxima semana nós faremos revisão processo por processo daqui, tanto para os presos, tanto dos presos provisórios quanto dos presos definitivos daqueles que já foram condenados definitivamente pela Justiça, enfim”, garantiu Alenilton

SEM DORMIR

José Vieira está numa cela onde dormir já não é mais possível com o mínimo de dignidade.

Esperando revisão

Numa cela pra 12 tá tendo 23…QUANTOS? 23…pra dormir é no chão, é perto do banheiro, tudo molhado. A água só quando eles querem ligar pra gente tomar banho”, reclamou o preso

CONSTRUÇÃO

O delegado regional de Codó, Rômulo Vasconcelos, que acompanhou a visita, informou que já fez contato com a Prefeitura para que esta doe um terreno onde serão construídas mais duas celas, enquanto elas não chegam outra providência será tomada.

“Enquanto isso não acontece a gente vai fazer a transferência de alguns presos para São Luís para diminuir este acúmulo de presos aqui nas nossas celas”

Deixe um comentário