SÓ de “AZUZIN”: Ministério Público investiga contrato de mais de MEIO MILHÃO da Ação Social com funerária codoense

Por essa ninguém esperava (nem os que já planejam bater as botas até o fim do ano)

Caixão de luxo

Foi aberto no final do mês de outubro (dia 24) um procedimento administrativo do Ministério Público Estadual para investigar um contrato celebrado entre a Prefeitura Municipal de Codó e uma funerária da cidade com um valor que chama atenção até dos mortos.

Debaixo da proteção do termo “destinadas à pessoas carentes”, o governo Cuidando de Nossa Gente fechou com a funerária um contrato “zin réi” de Nº 20110391, de nada menos que R$ 582.800,00, como reza o texto “destinado à aquisição de urnas funerárias”. Em síntese, são mais de meio milhão de reais só para comprar caixão. Já pensou quantos caixões essa grana toda rende?

A representação de Nº 573/2011, foi protocolada, pedindo uma investigação sobre o milionário caso dos caixões, pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores, na Indústria da Construção Civil, Cal e Gesso de Codó, senhor Francisco Emílio Matos Filho.

Tirando o interesse do ex-vereador, Emílio Matos, ao pedir a investigação do Ministério Público, por ser este um adversário político do atual prefeito, existe mesmo muita coisa a se indagar neste caso do além vida.

4 MESES PARA MEIO MILHÃO DE CAIXÕES

A vigência do contrato é espantosa: de 5 de agosto de 2011 a 30 de dezembro de 2011. Não sei se entendi bem, mas parece que em 4 meses, apenas, alguém terá que justificar mais de meio milhão de reais em caixões. E se não morrer tanta gente assim, como é que fica, a funerária devolve o dinheiro depois do fim do prazo contratual?

O contratante é o Fundo Municipal de Assistência Social. Preservaremos aqui o nome do proprietário da funerária contratada (o nome dela não aparece) até o resultado do procedimento administrativo do Ministério Público, caso o PREGÃO que deu origem ao contrato tenha sido feito sem qualquer vício, não há porque citá-lo.

DESAFIO DOS MORTOS

Os leitores do blogdoacelio podem até enviar contratos maiores dos governos de Biné ou de Ricardo Archer, Antonio Joaquim ou Zé Inácio, mas eu duvido que na história recente deste município algum prefeito tenha se preocupado tanto em doar paletó de madeira para que desce à terra dos pés juntos.

Nada contra, não são poucos os casos de pessoas que morrem sem ter um caixão para ir para o descanso eterno, porém, mais de meio milhão de reais só para comprar urnas funerárias por um período de quatro meses, é coisa de outro mundo mesmo.

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