TELEDENSIDADE – Lojas especializadas vendem até 30 celulares por dia em Codó

O Maranhão tem a menor ‘teledensidade’  do país quando o assunto é celular. Temos, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, 92,17 aparelhos ativos para cada grupo de 100 habitantes, mas tudo indica que logo sairemos dessa condição, principalmente, com a ajuda dos municípios do interior do estado.

Em Codó, eles são os aparelhos eletrônicos da vez. Os acima dos 30 anos de idade compram pelo menor preço, os mais jovens querem novidades – maior resolução em fotos, filmes, acesso à internet e as lojas vão se adaptando à estas tendências.

Os preços variam de R$ 129 à quase R$ 2.000. A vendedora, Celene Marques, revelou que isso não espanta  os clientes, o efeito é contrário com reflexo direto na venda diária.

 “Celular é uma coisa que nunca para, todo dia vende, se você for parar pra pensar, se ficar aqui no meu lugar, você vende 30 aparelhos por dia, então todo mundo quer ter, todo mundo quer usar, todo mundo prefere e precisa”, disse a vendedora

OS MAIS ROUBADOS

O  lado ruim desse mercado tão próspero na cidade não ocorre nas lojas, é nas ruas. Os celulares também estão entre os objetos mais furtados e roubados de Codó. Dos oito que o aposentado, José Ribeiro Matias,  morador do Vereada, já possuiu, alguns ele perdeu para os ladrões

Já comprei 8, roubaram três e os outros eu perdi…recuperei não…MAS SEMPRE QUE PERDE COMPRA MAIS UM? Compro mais um, agora mesmo tô com um que tem dois chips”, respondeu

Como seu José, também reage a maioria, sobretudo se o caso for igual ao do mototaxista, Raimundo Nonato Roseno,  que depende do celular para se manter.

o celular é meu ganha pão, trabalho de mototaxi e ele é ligado 24h (…) SE TENTASSEM TIRAR SEU CELULAR POR UMA SEMANA? Ficava parado, ficava parado dava pra trabalhar não, 90% das minhas ligações são de celular”, garantiu Roseno

PODER AQUISITIVO

A medida em que o poder aquisitivo das pessoas vai melhorando o número de linhas ativas da telefonia móvel vai crescendo no município e isso parece não ter mais volta. A justificativa para isso tem tudo a ver com a opinião o administrador de empresas, odair José Reis Magalhães.

 “Pra comércio, pra questão de contato familiar, não pode deixar o celular, caso de emergência como é que alguém vai entrar em contato com você se tiver longe da empresa ou longe de casa, então o celular é útil em todos os casos”, frisou

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