TRÂNSITO ESCULHAMBADO: Codó alcança a marca de 362 acidentes em apenas 3 meses

O capacete deixou de ser importante na cidade de Codó, as pessoas sobem e descem na contramão, crianças com idade abaixo do permitido são transportadas em motocicletas e adolescentes também pilotam. Este é o resultado de um trânsito que está sem fiscalização desde o ano passado.

A falta de fiscalização tem suas consequências, uma delas é o crescimento do número de acidentes na cidade. Só nos três primeiros meses do ano (janeiro, fevereiro e março) o serviço de saúde registrou 362 acidentes de trânsito.

MEDO NAS RUAS

O número de mortes não foi divulgado, mas pelo menos 5, neste tempo, ocorreram debaixo da reclamação da população.

“Porque tem muita gente que compra moto e as vezes ele não tem conhecimento do trânsito e aí faz coisas que não é pra fazer (…) só resulta em acidente”, afirmou o vendedor ambulante Francisco de Assis Oliveira

O número é considerado alto pela população e até quem anda a pé pelas ruas, está assustado, a exemplo da lavradora Maria Lúcia Martins.

“a gente tem o maior cuidado se vai atravessar a rua, pra evitar tem o carro, quando não é um carro é um moto de outro lado e aí a gente fica parado, tem que ter cuidado com a vida porque a vida é só uma”, disse Maria Lúcia

CONTINUA SEM FISCALIZAÇÃO

Se depender de fiscalização o número de acidentes deve continuar subindo. O Dmtrans ainda não mudou o discurso de que tem um projeto de retorno às ruas, mas de nunca informa quando isso vai ser colocado em prática. Como é ano político, talvez depois de outubro.

MAJOR FALA

Já o comandante da PM, major Jairo Xavier, informou que faz trabalhos esporádicos, geralmente relacionados a crimes de trânsito, mas, em virtude da ausência de um convênio com o DETRAN está impossibilitado de atuar em relação à outras infrações.

“Temos feito aquilo que mais vem se caracterizar até como crime de trânsito, porém, as demais infrações que são competência do município e aquelas que o Detran, como órgão fiscalizador pode delegar competência para atuar nós dependemos do instrumento legal que é o convênio”, disse o major

CIRETRAN

Estivemos com a nova chefe da 3ª CIRETRAN/Codó, Zélia Moreno. Sobre este convênio citado pelo major informou que está para São Luís onde será incluso a PM, que a partir de então atuará em parceria com o DMTRANS na fiscalização (parceria Estado/Prefeitura/PM). Também não deu data para que o convênio volte sem erros desta vez.

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