​Os últimos dias têm sido de calor intenso na capital maranhense. De acordo com especialistas, os termômetros  atingiram a marca de 33°C ao longo da semana, mas a sensação térmica foi ainda mais severa, chegando facilmente aos 35°C.

Diante do clima abafado, a população já sente os impactos no cotidiano e tenta encontrar formas de se proteger do calorão.

​A nas ruas maranehnses falam  sobre como a rotina tem sido afetada.

Entre os relatos, a percepção de que o clima está cobrando cuidados redobrados é unânime.

“É um sol para cada um em São Luís”, brincou uma moradora entrevistada, que ressaltou a importância do uso contínuo do protetor solar para evitar danos à pele.

No entanto, ela confessou que a hidratação constante ainda é um desafio: “Tomar água? Sim, bastante. Nisso eu peco um pouquinho, mas estou tentando me adaptar, inclusive comprando garrafinhas, mas ainda não consegui o ideal”.

Sinais de alerta e riscos à saúde

Dr. FRANCISCO VERAS- médico clínica-geral

​Para esclarecer os riscos causados pelo calor excessivo, o programa BOM DIA SÁBADO (TV Mirante) conversou com o clínico-geral, Dr. Francisco Veras.

O especialista alertou que as altas temperaturas e as ondas de calor que começam a atingir a região podem desencadear desde problemas respiratórios e renais até complicações relacionadas à hipertensão.

​Segundo o médico, é fundamental prestar atenção aos primeiros sinais que o corpo emite quando está desidratando, antes que o quadro evolua para algo grave.

“A pessoa tem que prestar atenção que os principais sinais de desidratação começam com a boca seca, a saliva um pouco mais espessa e os lábios com aquela sensação de estarem mais grudentos. Nesse momento, é preciso ligar o alerta se realmente está bebendo a quantidade de água suficiente”, explicou o médico, destacando que a correria do trabalho faz com que muitos esqueçam da hidratação.

Orientações para três públicos alvo

​O Dr. Francisco Veras destacou que a estratégia de hidratação deve considerar três grupos específicos, que possuem necessidades e comportamentos diferentes frente ao calor:

Crianças: Possuem uma área de pele aumentada em relação ao peso do corpo e, quando estão distraídas brincando, esquecem completamente de beber água. Pais, mães e cuidadores devem monitorar de perto e deixar a água sempre reservada e visível.

Idosos: Têm o “centro da sede” desregulado no organismo e, diferentemente dos adultos jovens, muitas vezes não sentem sede mesmo precisando de líquidos. O cuidador precisa ofertar água de forma ativa a cada hora.

Adultos em rotina de trabalho: Na pressa e no afã do dia a dia profissional, acabam esquecendo de beber água. A recomendação prática é manter sempre uma garrafa de água ao lado e estipular a meta de ingerir cerca de 200 ml a cada hora trabalhada.

​Com a previsão de que as altas temperaturas continuem nos próximos dias, os cuidados preventivos como o uso de roupas leves, protetor solar e, acima de tudo, o hábito de beber água de forma fracionada ao longo do dia, tornam-se indispensáveis para evitar a insolação e complicações severas.

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