Documentário “Uma Codorna Me Contou” completa 30 anos como marco da memória histórica de Codó
Em 16 de abril de 1996, data simbólica para a história de Codó, foi lançado o primeiro — e até hoje único — documentário audiovisual dedicado exclusivamente a contar a trajetória do município.
Três décadas depois, “Uma Codorna Me Contou” permanece como a principal referência histórica utilizada em escolas, pesquisas acadêmicas e estudos culturais, consolidando-se como um verdadeiro patrimônio da memória codoense.
Idealizado e realizado pelo pesquisador, historiador e cinegrafista, Luís Cândido Sousa Rocha, este documentário nasceu de um esforço solitário e profundamente comprometido com a preservação da história local.
Natural de Pirapemas, mas radicado desde menino, portanro com forte ligação com Codó, onde recebeu o título de Cidadão Codoense, Cândido Sousa é também sócio-fundador da Academia Codoense de Letras, Artes e Ciências (ACLAC), além de membro-fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Codó, sendo reconhecido como uma das principais referências na preservação da memória da região.
Segundo o próprio autor, a obra é resultado de cinco anos de intensa pesquisa, conversas e coleta de relatos.

“O nome do documentário foi ideia da minha mãe, Raimunda Sousa Rocha, in memorian. Passei cinco anos pesquisando e conversando com pessoas”, relembrou ao jornalista Acélio Trindade.
Ele destacou ainda o caráter artesanal do trabalho.
“Eu fiz os desenhos. Cada imagem que está lá no documentário foi pensada com cautela. Fiz a maior parte do trabalho sozinho”, pontuou com alegria e realização pessoal.
Apesar da dimensão individual do esforço, o projeto também conseguiu reunir importantes pessoas e até vozes da comunicação local, como narradores de 1996 (jornalista Alberto Roque da extinta TV Cocais e Acélio Trindade, à época aspirante ao cargo de “locutor fantasma” – aquele que só grava e ninguém ver – da referida TV). Ambos contribuíram para dar vida à narrativa histórica construída por Cândido.
Em uma época de poucos recursos tecnológicos, a iniciativa representou um feito coletivo, mobilizando pessoas em torno de um objetivo comum – preservar e contar a história de Codó para as futuras gerações, com um detalhe nunca superado até hoje – observe, não há interferência de políticos no documentário. (De lá pra cá, todos têm um dedinho de aparição de quem manda fazer).
Mais do que um registro histórico, “Uma Codorna Me Contou” é, nas palavras do próprio autor, “uma declaração de amor a Codó”.
Essa essência explica por que, 30 anos após seu lançamento, o documentário continua sendo amplamente utilizado por professores, alunos, pesquisadores, universitários, historiadores e antropólogos, mantendo-se como a obra mais consultada e vista nas escolas do município.
Ao longo dessas três décadas, nenhuma outra produção conseguiu alcançar o mesmo nível de abrangência e reconhecimento.
A obra de Cândido Sousa não apenas resistiu ao tempo, mas se consolidou como um legado definitivo, um registro que ultrapassa gerações e que seguirá contribuindo para a construção da identidade cultural de Codó.
Celebrar os 30 anos de “Uma Codorna Me Contou” é, portanto, reconhecer a importância de quem dedicou anos de sua vida para garantir que a história de um povo não se perdesse.
Um trabalho que, pela sua relevância e permanência, já pode ser considerado eterno.
Parabéns Cândido Sousa, Uma codorna me contou que você é GENIAL.