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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Saúde

CASO GRUPO DA FILA: Veja o que ficou decido pelo Ministério Público em audiência provocada por 96 mães que reclamam do atendimento na saúde de Codó

Um grupo de 96 mulheres, intitulado GRUPO DA FILA, diante de várias dificuldades enfrentadas na batalha por atendimento para filhos e filhas com problemas de saúde mental (autistas, Síndrome de Down, Esquizofrenia, Atrofia Cerebral e muitas outras doenças) foi quem provocou o Ministério Público que, por sua vez, resolveu realizar uma audiência pública.

No dia 08 de abril de 2022, ultima sexta-feira, pela manhã, o promotor de Justiça Carlos Augusto Soares, da Promotoria de Saúde, reuniu no auditório da escola Estevam Ângelo de Sousa, o Grupo da Fila, representantes das Secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, além de outros interessados no tema.

As mães foram ouvidas em blocos de 4 perguntas. Houve choro para expor toda a dor de cada uma e uma lista de reclamação:

1 –  TIRAR DO CEC – CENTRO DE ESPECIALIDADES CLÍNICAS – atendimentos e só deixar os relacionados à crianças e adolescentes com problemas de  saúde mental;

Sobre isso a Secretária de Saúde, Thaynara Lima, disse “A gente vai tirar algumas especialidades no momento do CEC pra ver se amplia dos serviços”

2 – Ampliar o número de profissionais de psicopedagogia, psicologia, terapeuta ocupacional e fonoaudióloga;

Neste ítem, reclamaram que a falta de mais profissionais pode causar uma espera na fila que dura 1 ano.

É o caso da mãe com um garoto que sofre de Atrofia Cerebral que reclamou de ver seu filho regredir no progresso do tratamento quando perde sessões de terapia, a mesma mãe  revelou estar há 1 ano na fila de psicopedagoga e da psicóloga.

“Não é fácil promotor pra mãe ver seu filho regredir. Este mês ele tem terapia no mês seguinte ele volta a fazer tudo de novo”, disse aos prantos a mãe

Foi dito, exemplificando, a falta de profissionais, que uma psicopedagoga do CEC chega a atender só 40 crianças por semana (são 96). Média de apenas duas sessões por semana para cada criança.

3 – Contratar um neuropediatra (existe um neuro que não é pediatra atendendo)

“Neurologista que atende como neuropediatra (…) Ele não teve a sensibilidade de perceber o que minha filha precisava”, reclamou uma mãe.

Zezito Júnior, da Secretaria de Saúde, pediu aos representantes do Governo do Estado que estiveram na audiência para levarem a demanda à rede estadual.

“Que considere a necessidade de duplicar e deixar um neuropediatra exclusivamente para esses casos que é enorme. O Dr. Não vai conseguir atender essa demanda sozinho uma vez que ele atende a região e não apenas Codó”

4 – TRANSPORTE PARA QUEM FAZ TRATAMENTO EM SÃO LUÍS;

Um pai reclamou da falta de um micro-ônibus que antes levava codoenses para São Luís e isso aliviava os gastos de quem precisa do dinheiro do TFD – Tratamento Fora do Domicílio.

Sobre isso, prometeu Thaynara Lima.

“Ver com o secretário de Obras a possibilidade de quem estar com esse veículo (micro-ônibus) tá levando porque aí já dá uma ajuda nessa questão da passagem. Isso tudo a gente já tá com programação pra poder organizar principalmente quem vai mais rotineiramente”, afirmou

5 – TFD QUE PAGA, ERRONEAMENTE, REEMBOLSO E NÃO A AJUDA DE CUSTO;

A reclamação é que as pessoas estão pagando para viajar, dado à demora da saída dos R$ 270 com acompanhante, e só depois recebem pela viagem, o que se torna um reembolso e não uma ajuda de custo como requer o programa TFD.

Sobre isso a Secretária de Saúde disse:

“Eu me coloco pra falar com o secretário de Finanças (Pedro Santos)  a respeito da gente tá fazendo a brevidade mais possível do pagamento pra ser, realmente, uma ajuda de custo e não reembolso”

6 – MELHORIAS DO CEC PARA 2023;

A promessa para deixar o CEC do jeito que o GRUPO DA FILA pediu ficou para 2023, entre os motivos alegados, além da própria dificuldade de contratação de mais profissionais pela escassez destes no mercado, foi a pactuação com instâncias superiores (Estado/Federal).

Zezito Júnior, da Secretaria de Saúde, explicou que as melhorias foram divididas em 3 etapas. Que agora inicia-se a etapa número 2 a que chamou de ‘DESATAR O NÓ”.

“Que nó é esse? Vários serviços em um só lugar. Nós estamos agora numa transição, nós estamos no andamento do processo de mudança”.

7 – As mães também cobraram acompanhamento psicológico para elas;

FINALIZAÇÃO

O promotor de Justiça, Carlos Augusto Soares, ao final fez algumas pontuações. Disse que quer uma nova reunião, pós Semana Santa para acompanhar, entre outras coisas, o funcionamento da POLICLÍNICA que deveria estar com especialidades funcionando (mas ainda não está), pedir por meio de uma representação a contratação de mais profissionais, entre os quais o terapeuta ocupacional, recomendar agilidade na entrega do dinheiro do TFD antes da viagem das pessoas para evitar o reembolso, tentar diminuir  o tempo de melhoria do CEC prometido para 2023.

Acélio Trindade

Acélio Trindade

Autor no Blog do Acélio.

2 comentários

  1. Reunião muito produtiva. Audiência pública envolvendo agentes públicos é exercício democrático que sempre traz benefício para a população. Gostei da presença da secretaria, que se prontificou a resolver as demandas apresentadas.

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